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Cartilha de Calçadas

Sua nova calçada passa por aqui

Você quer construir ou reformar a calçada em frente ao seu imóvel? Então você está no lugar certo!
Nesta página, você terá orientações para cada uma das etapas do processo. Vamos explicar o que você deve observar, como organizar o espaço, quais materiais podem ser usados e quando é melhor procurar ajuda profissional ou orientação do órgão responsável. O objetivo é simples: ajudar você a fazer uma calçada segura, acessível e durável.

SEÇÕES E TÓPICOS

O QUE PRECISO SABER ANTES DE COMEÇAR MINHA OBRA

Como planejar a obra?

Vamos começar pelo diagnóstico. Caminhe pelo trecho e observe o piso com atenção. Há apenas uma rachadura ou um buraco isolado? Nesse caso, um reparo simples pode resolver. Mas, se existirem muitos desníveis, peças soltas ou problemas em toda a extensão, talvez seja necessário refazer o piso.

Agora olhe para tudo o que ocupa ou cruza a calçada: árvores, postes, caixas de inspeção, pontos de ônibus, entradas de garagem, rampas e mobiliário urbano. Marque esses elementos antes de definir o desenho da obra. Eles fazem parte da infraestrutura da cidade e não devem ser retirados ou alterados sem orientação do órgão responsável.

Em seguida, tire as medidas e confira as regras. Você precisará verificar a largura da faixa livre, as inclinações permitidas, os materiais adequados e as condições de acessibilidade. Fazer essa checagem antes da obra evita retrabalho, desperdício e multas.

Recomenda-se contratar um profissional ou uma empresa com experiência em calçadas. Mesmo intervenções pequenas exigem base bem compactada, níveis corretos e acabamento adequado. Confira as opções de materiais que seguem o padrão definido em lei e como executá-los nesta sessão.

O período durante a obra também precisa ser bem pensado, com a garantia de uma passagem segura para os pedestres. Se isso não for possível, organize um desvio protegido e fácil de entender. Da mesma forma, é necessário conferir as condições para os pedestres antes de liberar o local após a obra.

Guarde esta ideia: uma boa calçada começa em todas as etapas do planejamento bem coordenadas. Alguns minutos de conferência antes da obra podem evitar muitos problemas depois.

Como saber se a Prefeitura vai reformar minha calçada?

Antes de fazer uma reforma completa, verifique se o trecho faz parte do Plano Emergencial de Calçadas (PEC).

O PEC é uma lista de rotas prioritárias na cidade, principalmente onde há grande circulação de pessoas ou equipamentos públicos. A lei que instituiu o plano dá permissão à Prefeitura para reformar essas calçadas e deixá-las padronizadas.

Mas atenção: a inclusão no PEC não transfere para o Município a obrigação de conservar o trecho em frente ao imóvel antes ou após a reforma. Além disso, enquanto a obra pública não acontecer e não houver um prazo definido para isso, o responsável pelo imóvel deve corrigir situações que coloquem as pessoas em risco, como buracos, peças soltas e desníveis.

A lista do PEC não possui prazos estipulados e as obras dependem do planejamento de cada Subprefeitura. Para saber se a sua calçada está dentro de alguma obra planejada, procure os canais da Subprefeitura da sua região neste link.

O objetivo do PEC é de recuperar e padronizar as calçadas para garantir acessibilidade a todas as pessoas até mesmo em trechos com grande inclinação. Ao permitir a execução da obra pelo poder público, o plano também permite tratar a calçada como um trecho contínuo, corrigindo problemas estruturais de cada um dos lotes. Isso reduz os problemas de descontinuidade de nível entre terrenos vizinhos e permite projetos adequados a ruas muito inclinadas, com rampas, patamares e declividades corretas.

ANTES
DEPOIS

Fonte: Rua Dona Matilde, 2019.  Fonte: https://maps.app.goo.gl/udhNjYvFfwNiQ6ER9 e Rua Dona Matilde, 2022. Fonte: https://maps.app.goo.gl/QbJJaSVq2Ta745Mb6

COMO CONSULTAR SE SUA CALÇADA ESTÁ NO PEC?

Você pode consultar gratuitamente pela internet no GeoSampa, o mapa digital da cidade. Siga estes passos:

O fato do trecho aparecer no PEC não quer dizer que a obra começará logo.
Até a intervenção da Prefeitura, continue cuidando da segurança e da conservação da calçada.

Vale a pena fazer um mutirão com os vizinhos?

Sim, principalmente quando existem degraus entre lotes ou não houver continuidade do percurso do pedestre. A calçada funciona como um caminho único. Por isso, não adianta cada vizinho pensar apenas no seu pedaço. No mutirão, os vizinhos conseguem combinar o nivelamento necessário, materiais e transições para que o caminho fique contínuo entre imóveis.

Ao planejar a obra em conjunto, vocês podem criar uma passagem contínua, dividir despesas e negociar melhores preços de materiais e mão de obra. Uma obra conjunta também costuma reduzir custos e concentrar o período de transtorno em menos dias.

Além de melhorar a segurança, uma calçada bem resolvida valoriza os imóveis e facilita o acesso de clientes, entregas, compras e carrinhos.

Preciso pedir autorização à Prefeitura?

Na maioria dos casos, a reforma da calçada não precisa de autorização prévia, desde que siga as regras municipais. Porém, árvores, bens tombados, mobiliário urbano e outras situações especiais podem exigir consulta ou autorização. Em caso de dúvida, procure a Subprefeitura antes de começar. Portanto, desde que siga as regras estipuladas, um grupo de vizinhos podem realizar a reforma de um conjunto de calçadas sem pedir autorização prévia.

Desníveis

Observe a divisa entre o seu imóvel e o vizinho. Se um trecho terminar mais alto que o outro, surgirá um degrau ou rampa acima do permitido para acessibilidade. É justamente esse tipo de problema que o planejamento conjunto ajuda a evitar.

Conversem sobre o nivelamento da faixa livre e sobre a ligação entre os trechos. O objetivo é que a pessoa caminhe sem perceber onde termina uma calçada e começa a outra.

Veja também as orientações sobre: “Preciso rebaixar a guia ou vencer um desnível. Como fazer?” e “Já existe uma irregularidade com degrau ou rampa. Como corrigir?”.

Piso tátil

O piso tátil é uma informação no chão. Ele ajuda pessoas cegas ou com baixa visão a seguir o caminho e perceber locais que exigem atenção.

Para funcionar, o piso precisa ser contínuo entre um imóvel para o outro. Quando os vizinhos planejam juntos, fica mais fácil manter o alinhamento, a posição e o tipo correto de piso tátil.

Para saber mais, leia “Minha calçada possui piso tátil ou pretendo instalá-lo”.

No fim, o mutirão melhora a rua para todos. Comece conversando com os vizinhos e mostre a eles as orientações desta página.

PASSO A PASSO DA EXECUÇÃO

Como organizar o espaço da calçada?

Antes de desenhar a obra, divida mentalmente a calçada em faixas. A mais importante é a faixa livre, por onde as pessoas caminham. Ela deve formar um caminho contínuo, regular e sem obstáculos. As árvores, os postes, as rampas de garagem e outros elementos ficam nas faixas laterais.

1. Faixa livre: o caminho dos pedestres

Pense na faixa livre como um corredor que nunca pode ser interrompido. Ela deve:

• ser fácil de identificar por meio de cor, textura ou juntas diferentes das outras faixas;
• ter pelo menos 1,20 m de largura. Em calçadas com mais de 2,40 m, deve ocupar pelo menos metade da largura total;
• permanecer livre de postes, árvores, móveis, equipamentos, rampas de garagem e qualquer outro obstáculo, mesmo que temporário;
• ter piso regular, firme, contínuo e antiderrapante, sem causar trepidação em cadeiras de rodas, carrinhos e outros equipamentos com rodas.

Não se esqueça de olhar para cima. A faixa livre também precisa estar livre de obstáculos aéreos. Toldos e elementos fixos devem ficar a pelo menos 3,00 m do piso. Placas, galhos e elementos móveis devem deixar uma altura livre mínima de 2,10 m.

2. Faixa de serviço: o espaço junto à rua

A faixa de serviço fica ao lado da guia. É nela que devem ficar árvores, postes, mobiliário urbano e a parte inclinada da rampa de acesso à calçada.

  • deve ficar ao lado da guia, salvo situação especial autorizada pela Subprefeitura;
  • pode receber a rampa que liga a rua à entrada de veículos;
  • deve ter pelo menos 0,70 m de largura.

3. Faixa de acesso: o espaço junto ao imóvel

A faixa de acesso fica junto aos imóveis e só existe quando a calçada tem mais de 2,00 m de largura. Ela funciona como uma área de apoio e pode:

  • receber áreas permeáveis e vegetação;
  • acomodar diferenças de nível entre uma edificação existente e a calçada;
  • receber mesas, cadeiras, toldos e outros elementos temporários, quando a legislação permitir;
  • receber a rampa de acesso ao imóvel.

E quando o local não permite o padrão?

Embora a maior parte das calçadas possa ser projetada e executada seguindo os padrões, algumas são estreitas ou têm árvores grandes, postes e entradas de garagem que impedem seguir todos os padrões. Nesses casos, você precisará adaptar a solução sem abandonar a segurança e a acessibilidade.

A pergunta que deve orientar a decisão é: como manter um caminho contínuo e seguro para todos os pedestres apesar dessa dificuldade?

Use os exemplos a seguir como ponto de partida. Se a solução envolver árvore, poste, rede subterrânea ou uma mudança importante de nível, procure a Subprefeitura e um profissional habilitado.

 

Calçada estreita com rampa de garagem

Se uma rampa de garagem ou outro elemento reduzir a passagem, meça o trecho mais estreito. A faixa livre deve manter pelo menos 0,90 m de largura e inclinação transversal máxima de 2% junto à interferência.

Se o obstáculo for uma árvore ou poste, faça a mesma verificação como no caso de rampas. Quando o obstáculo isolado, como poste ou árvore, ocupar no máximo 0,40 m do percurso, preserve uma passagem livre de pelo menos 0,80 m.

Árvore com raízes altas

Não corte as raízes para nivelar o piso. Uma solução possível é construir uma passagem elevada ou um plano inclinado sobre elas. Assim, a calçada passa por cima das raízes e a árvore é preservada. A estrutura precisa ser firme, antiderrapante e acessível.

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Rua muito inclinada

A faixa livre deve acompanhar a inclinação da rua. Não tente deixar cada trecho na altura da entrada do imóvel, pois isso cria degraus nas divisas que impedem a acessibilidade, além de ser irregular e passível de multa.

Use um acabamento antiderrapante. Se o piso for de concreto moldado no local, faça uma textura superficial que aumenta o atrito.

Fonte: Cartilha de Calçadas e Vias Exclusivas de Pedestres - Versão 2026.1 (SMPED/CPA)

Como instalar o piso tátil?

Vamos pensar no piso tátil como uma linguagem. O piso direcional mostra o caminho. O piso de alerta avisa que existe uma mudança ou uma situação de risco. Pessoas cegas ou com baixa visão percebem essas informações pelos pés ou pela bengala.

A instalação deve seguir a ABNT NBR 16537. Não improvise desenhos ou desvios: um piso instalado de forma errada pode confundir em vez de orientar. Se houver dúvida, consulte um profissional com experiência na instalação desse tipo de piso.

Primeiro, conheça os dois tipos de piso tátil:

Piso direcional: indica o caminho

Instale o piso direcional no eixo central da faixa livre e acompanhe o sentido da caminhada. Ele deve formar uma linha fácil de seguir.

Piso de alerta: indica atenção

Use o piso de alerta somente onde ele transmite uma informação necessária. Ele serve para:

  • avisar sobre desníveis, como plataformas de embarque em pontos de ônibus, e objetos suspensos que a bengala não detecta, como orelhões e lixeiras;
  • indicar a posição correta para usar equipamentos e serviços;
  • informar mudanças de direção ou opções de percurso;
  • marcar o início e o fim de escadas e rampas;
  • indicar patamares, quando exigido pela norma;
  • indicar o local de travessia de pedestres.

Como manter a passagem durante a obra?

A obra precisa deixar no mínimo 1,20 metro de passagem para pedestres (Portaria SMT nº 34/2023). Caso a intervenção ocupe a calçada toda, consulte a CET sobre a melhor forma de sinalizar a passagem de pedestres no viário.

Água da chuva

A água da chuva não pode ser despejada na calçada nem nos imóveis vizinhos. Ela deve passar por uma tubulação instalada sob a calçada e ser levada até a rede de drenagem, seguindo as regras do órgão responsável.

Preciso rebaixar a guia ou vencer um desnível. Como fazer?

Aqui está a regra principal: a faixa livre não pode virar uma rampa para atender à garagem ou à entrada do imóvel. O caminho dos pedestres deve continuar regular, sem degraus e sem mudanças bruscas de inclinação.

Faça as rampas nas faixas de serviço e de acesso. A faixa de serviço vence o desnível junto à rua; a faixa de acesso acomoda a diferença junto ao imóvel. No meio, a faixa livre permanece estável.

Observe também o sentido da rua. A faixa livre acompanha a inclinação do quarteirão e não deve subir e descer para encontrar a entrada de veículos de cada imóvel.

rampa3

Já existe uma irregularidade com degrau ou rampa. Como corrigir?

Primeiro, identifique a causa. Se a rampa ocupa toda a largura ou termina em um degrau na divisa do lote, a reforma de um único trecho pode apenas transferir o problema para o vizinho.
Converse com os proprietários dos trechos ao lado e planejem juntos a inclinação da faixa livre e as transições entre lotes. Assim, vocês evitam criar um novo obstáculo alguns metros adiante.

Um mutirão costuma ser a solução mais prática: melhora a continuidade, divide custos e facilita a contratação da mão de obra.

Veja também: “Vale a pena fazer um mutirão com os vizinhos?”.
Ainda nesta etapa do planejamento, faça um último teste: imagina-se caminhando pela faixa livre de uma ponta à outra. O percurso deve parecer um único caminho, sem degraus nas divisas.

Antes e depois da Rua Tavares Bastos, na Pompeia.

Como escolher o material da calçada? E como aplicá-lo?

Não escolha o material apenas pela aparência. O piso da calçada precisa ser resistente, antiderrapante, fácil de manter e confortável para caminhar ou circular com rodas.

As normas municipais permitem 4 opções de materiais. Vamos conhecer as principais características de cada uma:

• concreto moldado no local, com armadura metálica quando necessária e juntas que não causem trepidação;
• peças e placas pré-fabricadas de concreto de alto desempenho, como ladrilho hidráulico, placas de concreto e piso intertravado.

Opção 1

Concreto moldado no local

É uma solução comum e contínua. O concreto é preparado na obra ou fornecido por uma central, lançado sobre a base, nivelado e finalizado com textura antiderrapante.

PASSO A PASSO

O que conferir com o profissional

• resistência do concreto: fck superior a 20 MPa;
• espessura para pedestres: de 7 a 8 cm;
• espessura para passagem de veículos leves: mínimo de 10 cm;
• base: solo compactado com camada de brita;
• armadura: para passagem de veículos, usar tela CA-60, fio de 4,2 mm e malha de 10 cm × 10 cm;
• juntas: prever juntas de controle e de execução, de acordo com a modulação do piso;
• acabamento: pode variar em textura e cor, mas deve ser regular e antiderrapante.

Como funciona no uso diário

• durabilidade: alta, quando o material é bem executado e conservado;
• conforto: adequado para cadeiras de rodas e pessoas com deficiência visual; evite texturas irregulares;
• segurança: o acabamento deve ter rugosidade suficiente para evitar escorregamentos;
• drenagem: somente superficial;
• liberação pós obra: após 24 horas para pedestres e 48 horas para veículos leves;
• limpeza: água e sabão neutro;
• conserto: cortar o trecho conforme a modulação e refazer com o mesmo material e acabamento.

Opção 2

Piso intertravado

É formado por blocos de concreto encaixados sobre uma camada de areia. A contenção lateral e a areia das juntas mantêm as peças no lugar.

PASSO A PASSO

O que conferir com o profissional

• resistência: fpk superior a 35 MPa;
• espessura para pedestres: mínimo de 6 cm;
• base: brita graduada simples ou bica corrida, compactada sobre o solo também compactado;
• armadura: não é utilizada;
• assentamento: camada de areia média com 5 cm de espessura;
• juntas: preencher com areia fina;
• acabamento: pode variar em cor, formato e textura.

Como funciona no uso diário

• durabilidade: alta, quando instalado e conservado corretamente;
• conforto: adequado para cadeiras de rodas e pessoas com deficiência visual;
• segurança: as peças devem ter superfície antiderrapante;
• drenagem: exige projeto específico e blocos próprios para essa finalidade;
• liberação pós obra: imediata;
• limpeza: água e sabão neutro.

Opção 3

Placas pré-moldadas de concreto

São placas fabricadas antes da obra. Podem ser fixas com argamassa ou removíveis, o que facilita o acesso às redes instaladas sob a calçada.

PASSO A PASSO

O que conferir com o profissional

resistência à flexão:
• placas fixas: fctm superior a 2 MPa;
• placas elevadas: fctm superior a 4,5 MPa;
• placa permeável: fctm superior a 2 MPa.
espessura:
• placas fixas com 1 a 3 cm;
• placas removíveis com mais de 3 cm;
• placas elevadas com 3 a 4 cm;
• placas permeáveis com mais de 6 cm.
base:
• placas fixas: concreto magro com 3 a 5 cm;
• placas removíveis: brita graduada simples ou bica corrida, compactada sobre o solo;
• armadura: para passagem de veículos, usar tela CA-60, fio de 4,2 mm e malha de 10 cm × 10 cm;
assentamento:
– placas fixas: argamassa seca (“farofa”) sobre a base;
– placas removíveis: pó de brita com 3 a 4 cm de espessura;
juntas:
– placas fixas: podem ou não ser rejuntadas;
– placas removíveis: não devem ser rejuntadas;
acabamento:
pode variar em cor, formato e textura.

Como funciona no uso diário

• durabilidade: alta, quando instalado e conservado corretamente;
• conforto: adequado para cadeiras de rodas e pessoas com deficiência visual;
• segurança: a superfície deve ser antiderrapante;
• drenagem: exige projeto específico e placas drenantes;
• liberação pós obra:
– placas fixas: no mínimo após três dias;
– placas removíveis: imediata;
• limpeza: água e sabão neutro;
• conserto:
– placas fixas: reparo pontual, com possível substituição da placa;
– placas removíveis: fácil retirada e reaproveitamento.

Opção 4

Ladrilho hidráulico

É uma placa de concreto resistente ao desgaste, assentada com argamassa sobre uma base de concreto. Pode oferecer diferentes cores e desenhos, desde que a superfície continue regular e antiderrapante.

PASSO A PASSO

O que conferir com o profissional

• resistência à flexão: valor individual superior a 4,6 MPa e média superior a 5,0 MPa;
• espessura para pedestres: com mais de 2 cm; confirme a medida conforme o formato e o assentamento da peça;
• base: concreto magro com 3 a 5 cm;
• armadura: para passagem de veículos, usar tela CA-60, fio de 4,2 mm e malha de 10 cm × 10 cm;
• assentamento: argamassa seca (“farofa”) ou argamassa colante;
• juntas: preencher com argamassa de rejuntamento;
• acabamento: pode variar em textura e cor.

Como funciona no uso diário

• durabilidade: alta, quando instalado e conservado corretamente;
• conforto: adequado para cadeiras de rodas e pessoas com deficiência visual; evite texturas irregulares;
• segurança: a superfície deve ser antiderrapante;
• drenagem: somente superficial;
• liberação pós obra: no mínimo após cinco dias (três para a cura da base e dois para a cura da argamassa);
• limpeza: água e sabão neutro;
• conserto: reparo pontual, com possível substituição da peça.

Tenho tudo preparado e vou iniciar minha obra

Recomenda-se a contratação de um profissional ou uma empresa de sua confiança que tenha experiência em reformas ou construção de calçadas. A Prefeitura, contudo, não mantém uma lista de empresas credenciadas para esse serviço. Antes de contratar, peça referências e confirme se o responsável conhece as regras de acessibilidade ou se já trabalhou com os materiais permitidos nas normas municipais.

Atenção:
imóveis tombados ou localizados na área de proteção de bens tombados podem exigir materiais diferentes. Consulte o órgão de patrimônio responsável. Acompanhe todo o processo de execução e, no final da obra, lembre-se também de conferir pessoalmente como tudo foi realizado. Passe pelo percurso como um pedestre: o piso está firme e antiderrapante? Alguém escorregaria quando chover? Há degraus, buracos ou obstáculos? Uma cadeira de rodas ou um carrinho de bebê consegue passar sem dificuldade?

REFERÊNCIAS

Quer consultar os detalhes técnicos completos? 

Manuais para
aprofundar o assunto

manual-1

Cartilha Calçadas 2026
Reúne orientações para profissionais e trabalhadores envolvidos na construção de espaços acessíveis.

guia

Guia prático para a construção de calçadas, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

manual3

Manual de Desenho Urbano e Obras Viárias da Prefeitura de São Paulo: apresenta princípios e padrões para projetos urbanos e prioriza a circulação a pé. Consultar as seções 3.2 Espaço do Pedestre, 4.2 Mobiliário Urbano e 6.1.1 Arborização. Deve ser usado pelas equipes técnicas junto com a legislação e as demais normas aplicáveis.

Onde posso confirmar
as regras?

Use esta seção sempre que precisar confirmar uma medida,
uma obrigação ou uma solução especial.
As normas trazem os requisitos oficiais;
os manuais mostram como aplicá-los na prática.

Leis e normas técnicas

Institui o Plano Emergencial de Calçada (PEC) de São Paulo

Reúne os critérios para a padronização das calçadas em São Paulo.

Estabelece critérios de acessibilidade para edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Traz orientações para projetar e instalar a sinalização tátil no piso.

Instituem e regulamentam o Estatuto do Pedestre.

Tratam das responsabilidades, dos procedimentos e das penalidades relacionados à construção e à manutenção das calçadas e ao rebaixamento de guias.

Disciplina o comércio e a prestação de serviços por ambulantes nas vias e nos espaços públicos.

Tratam do uso da calçada por mesas e cadeiras.

Estabelecem regras para instalar equipamentos de infraestrutura urbana nas vias municipais.

Tratam do atendimento de bares, restaurantes, confeitarias e lanchonetes em espaços públicos.